Até agora, já foram anunciados R$ 170 bilhões em medidas. Entre elas, o adiantamento o 13º de aposentados e um auxílio mensal para informais
O Ministério da Economia anunciou na tarde desta quinta-feira, 19, que vai garantir um pagamento a trabalhadores que tiverem a jornada de trabalho reduzida em função dos impactos da pandemia de coronavírus. O valor do auxílio corresponde a 25% do seguro desemprego ao qual o funcionário teria direito se requerisse o benefício, podendo variar do piso de R$ 261 ao teto de R$ 453. A regra é apenas para quem ganha até dois salários mínimos e vale por três meses.
“Nossa ideia é fazer com que empresa e funcionário entrem em acordo em prol da manutenção do emprego, do negócio e da produção na economia. São três meses pelos quais passaremos por dificuldades”, diz Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho, em coletiva de imprensa.
Vale ressaltar que a medida ainda depende de aprovação do Congresso e deve ser enviada em dois dias por meio de Medida Provisória, segundo o secretário.
Ele disse ainda que o governo pretende pagar os primeiros 15 dias de afastamento do funcionário, o que normalmente cabe às empresas fazer, se ele estiver com coronavírus.
Com essas medidas, a estimativa da equipe econômica é atingir mais de 80% das micro e pequenas empresas, em sua maioria formada de negócios do setor de seviços, o que mais sofre em meio à desaceleração da atividade, segundo Bianco. “Já atingimos 100% dessas empresas no Simples (com isenção temporária do imposto )”, diz.
Foto: Coronavírus: mulher usa máscara de proteção em frente de lojas fechadas em São Paulo. 19 de março de 2020. (Rahel Patrasso/Reuters)